Por que (e para quem) a Psicoterapia?

Se você chegou até aqui pensando em encontrar uma psicóloga que “venda” psicoterapia a qualquer custo, acredito que eu vá frustrá-lo, mas ainda assim, acredito que valha à pena ficar por aqui por mais alguns minutos.

De forma rasa, você pode acreditar que já sabe o que é a Psicoterapia. Uma terapia conduzida para tratar transtornos psicológicos. Ela também é isso, mas acreditar que é só isso, é limitar todo o seu potencial. 

A psicoterapia é um espaço seu. Todo seu. Um lugar de acolhimento e autoconhecimento. O momento em que você pode (e deve) se dedicar a si mesmo. Sem interferências e sem julgamentos. Só tudo isso já é mais do que teríamos em qualquer outro espaço, mas eu ainda trago uma provocação. A psicoterapia é um ensaio.

Um ensaio da vida, do que foi e do que ainda será. Uma prática para o que é. E enxergar o que é, sem véus, trazendo luz e rompendo a penumbra não é para qualquer um. Exige coragem e respeito, ao mesmo tempo em que reconhece o temor e a audácia.

Psicoterapia é, em essência, olhar para si, respeitando seus limites, reconhecendo suas potencialidades e não se curvando diante das incertezas, mas enfrentando-as com sabedoria e disposição.

Se a Psicoterapia é isso, certamente ela não é para qualquer um. Ela sequer tolera “qualquer um”. Ela é para quem está disposto a reconhecer que nem sempre o mundo será justo, nem sempre o melhor virá para quem é bom e, mesmo assim, cabe a essa pessoa, que sofre injustiças e, eventualmente, sente o peso das maldades, se reerguer.

Ela é para corajosos. Autorresponsáveis. Audaciosos e inconformados. Ela não é para qualquer um.

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